Deloitte Entrevista Rui Gidro

Entrevista – Rui Gidro (Partner da Deloitte)

Entrevistámos Rui Gidro, Partner da Deloitte. O Rui é um sócio da divisão de consultoria da Deloitte e integra a linha de serviço de Estratégia & Operações. Ao longo da sua carreira, tem-se especializado nas áreas de planeamento estratégico, transformação organizacional, desenho de processos, gestão da mudança e implementação de sistemas. Nestas matérias, o Rui tem gerido e implementado processos complexos de transformação em organizações de grande dimensão em diferentes sectores de atividade.

Rui Gidro - Activation Lab Sonae

1)  A Deloitte é uma das maiores empresas de consultoria em todo o mundo, conhecida pelos trabalhos que realiza para as maiores empresas mundiais. Pode explicar-nos o porquê da Deloitte estar envolvida no programa PME Connect, dirigido especialmente para as PME nacionais?

A Deloitte é maioritariamente reconhecida pelos trabalhos que realiza para os grandes grupos económicos. No entanto, as PMEs representam um uma parte muito interessante do volume de negócios da Deloitte – cerca de 15 a 20%.

2)  O programa PME Connect articula grandes empresas nacionais com pequenas empresas, procurando facilitar a internacionalização das nossas empresas com melhores resultados. Porque estão as grandes empresas interessadas em apoiar as pequenas?

A virtude do programa PME Connect é ser mutuamente vantajoso para todas as partes. Tem como objetivo criar uma rede ‘viva’ entre GFI e PMEs, em que as PMEs atuam como um parceiro para reforçar a sua capacidade produtiva contribuindo para acelerar o processo de internacionalização dos GFIs e reduzir o risco de entrada em novos mercados. Adicionalmente, os GFIs podem envolver as PMEs nos seus projetos de inovação num lógica de co-promoção.

3)  E o que podem esperar concretamente as pequenas empresas deste programa?

Na minha opinião, entendo que as PMEs irão fazer parte de uma plataforma de negócios alavancada na capacidade de influência dos GFIs nos mercados alvo, fazendo parte ab initio do seu plano de internacionalização, beneficiando de um maior acesso a novos mercados e fazendo parte integrante da cadeia de valor do GFI. Por esta via, terão também uma transferência de conhecimento e uma capacitação técnica efetiva.

4)  Sendo a AIP uma associação empresarial histórica em Portugal, qual o papel do sistema associativo empresarial na dinamização do nosso tecido empresarial e na nossa competitividade económica?

O sistema associativo empresarial nacional tem um papel vital e uma enorme responsabilidade em dinamizar o nosso tecido empresarial através da realização de iniciativas concretas de comunicação, aproximação e dinamização dos agentes empresariais, criando modelos e redes de sucesso no tecido empresarial nacional.

5) Por último, que mensagem final gostaria de deixar às PME sobre os fatores de sucesso para a internacionalização?

Da minha experiência, gostaria de destacar 3 aspetos: um primeiro, a importância das PMEs terem claro as suas vantagens competitivas e experiências; um segundo, aliarem-se a outras entidades, sejam GFIs ou outras PMEs, para alargar o seu leque de competências e terceiro, terem uma noção clara das suas capacidades e recursos para ganharem credibilidade.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s