CEO Entrevista Mendes Gonçalves PME

Entrevista – Carlos Gonçalves (CEO da Mendes Gonçalves)

Entrevistámos o Carlos Gonçalves, CEO da Mendes Gonçalves sobre as suas experiências e perspetivas de liderar uma empresa Portuguesa de sucesso.

logo cores horizontal txt pretoCarlos Gonçalves tinha apenas 16 anos quando decide acompanhar o pai na fundação da Mendes Gonçalves, em 1982.

Hoje, o grupo Mendes Gonçalves está empenhado em fazer a diferença, com uma estratégia à escala global. Carlos Gonçalves gosta de ampliar os horizontes do orgulho de ser português ao criar e desenvolver produtos de qualidade e com criatividade, não hesitando correr riscos em prol das suas metas: fazer da Paladin e Peninsular marcas relevantes em qualquer parte do mundo.

1) Todas as empresas têm uma história para contar sobre a sua fundação. No caso da Mendes Gonçalves, qual o contexto em que a mesma foi criada?

A Mendes Gonçalves foi criada a partir de um sonho de um homem com 60 anos e portador de uma doença, com a ajuda da mulher e do filho de 16 anos. A probabilidade de vingar era nula. Mas foi graças à teimosia, muito trabalho e às pessoas de que se rodeou e que acreditaram neste projeto que chegou aqui. Começou em 1982, por produzir Vinagre de Figo (um produto improvável, rico em açúcar, e proveniente do concelho vizinho à Golegã). Hoje a empresa percebe que começou a sua atividade a inovar, e que essa tem sido sempre a base da sua atuação ao mercado.

2) Nos vários anos de vida da Mendes Gonçalves, são muitos os momentos que marcaram a sua atuação. Pode enumerar alguns dos momentos mais marcantes na história da empresa?

O dia em que conseguimos fazer a primeira produção e carregar um carro com caixas de vinagre (entre várias peripécias, demorámos 24h para esta carga – e no final, as pessoas todas festejar!). O dia em que fomos à primeira reunião com uma empresa da grande distribuição e o dia em que comprámos a marca PALADIN.

3) Se a história e os eventos mais marcantes no passado nos ensinam hoje a tomar decisões mais ponderadas, na sua análise, o que avalia como grandes desafios e constrangimentos ao crescimento da organização?

A verdade é que a Mendes Gonçalves não é conhecida pela ponderação. Somos conhecidos pelo arrojo e inquietude. Temos um lema que diz que “Se é impossível é para nós”, e por isso quem nos contacta sabe que vamos encontrar soluções e “fazer trinta por uma linha” para responder aos desafios que nos colocam. O maior desafio está em gerir o equilíbrio de uma empresa que faz mais de 1.000 referências diferentes, que se afirma pela sua flexibilidade e, simultaneamente, aumentar a capacidade de produção para responder à crescente procura. Por outro lado, o facto de assentarmos a nossa estratégia em cima da inovação, corremos grandes riscos quando fazemos investimentos sobre produtos cuja aceitação dos mercados ainda é uma incógnita.

4) A internacionalização é um processo cada vez mais utilizado pelas empresas portuguesas para sustentar o seu crescimento nos mercados internacionais. No caso da Mendes Gonçalves, qual é a estratégia de internacionalização em curso?

O nosso foco estratégico passa por criar uma presença da marca Paladin junto dos consumidores e dos clientes dos países onde atuamos, que seja relevante por aquilo que lhes pode proporcionar a nível de inovação e qualidade dos nossos produtos. Existe não só uma grande preocupação em que a marca “fale a língua” desses mercados, como também que os próprios produtos respondam aos gostos particulares dos consumidores locais.

5) O PME Connect é um programa de apoio à internacionalização das empresas portuguesas com a particularidade de aproximar as PME das grandes empresas. Quais as razões que fundamentaram a decisão da empresa em aderir ao programa PME Connect?

Do nosso ponto de vista, a grande mais valia do PME Connect é a de permitir às PMEs aceder a um fórum de partilha de conhecimento e de experiência prática sobre os processos de internacionalização, não apenas com as grandes empresas que já desenvolvem os seus projetos de internacionalização, mas também de outras PMEs mais próximas da sua realidade e escala, que podem partilhar os seus casos de sucesso e alertar para as ameaças com que já foram confrontados.

6) O que falta para ter ainda melhores resultados na internacionalização?

Os nossos esforços de melhoria estão dirigidos para uma avaliação mais objetiva do potencial dos diferentes países, com a definição mais detalhada de quais os critérios de atratividade dos mesmos. Essa avaliação é o elemento fulcral para a definição da estratégia da marca para cada novo destino internacional que abraçamos, seja em termos de produtos, seja em termos de canais de venda, seja em termos de posicionamento da marca.

7) Por último, quais são os planos para o futuro da Mendes Gonçalves?

Os planos da Mendes Gonçalves passam por continuarmos focados na diferenciação e inovação, mantermo-nos flexíveis e ágeis e não perdermos a cultura da empresa, que é focada no bem-estar das pessoas e que tanto nos distingue. Só com estas bases é que conseguiremos satisfazer e, sempre que possível, surpreender os consumidores cá ou em qualquer geografia.

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