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Diplomatas desafiam empresários portugueses a investir em África

Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e Angola nos Open Days PME Connect

Diplomatas de Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e Angola mostraram a realidade económica do seu país e desafiaram os empresários portugueses a investir em África, destacando as oportunidades de internacionalização emergentes de cada país. O desafio foi lançado durante os Open Days PME Connect, que decorrem até amanhã, dia 22, no Auditório da Casa da América Latina e da UCCLA.

Eurico Monteiro, embaixador de Cabo Verde, defendeu que o seu país «tem uma democracia segura, e por isso oferece condições abstratas para o investimento. Desde bem cedo os empresários portugueses viram e reconheceram as oportunidades de Cabo Verde, com investimentos bem importantes nos setores da Energia e da Construção Civil, e dos serviços também, em parceria com empresas cabo-verdianas».

O embaixador salientou que «Cabo Verde tem tido um ritmo de crescimento seguro, ao nível da economia. Entre 2006 e 2011 conheceu um período de relativa estagnação, mas nestes dois últimos dois anos tem tido uma taxa de crescimento de 4%. Na área de Turismo, tem tido uma taxa de crescimento de 12% ao ano». Eurico Monteiro referiu ainda que têm sido feitos investimentos muito importantes na área da segurança do turista, o que prevê uma boa conjuntura para os próximos anos, bem como tem sido realizada uma grande reforma no âmbito dos transportes marítimos entre ilhas e uma reestruturação dos transportes aéreos.

O conselheiro económico e comercial de Moçambique em Portugal, Florêncio Papelo, frisou o crescimento económico do último ano, para o investimento estrangeiro. «Portugal tem sempre preservado o quinto lugar no nosso top 10 de países, nestes últimos três anos. Entre 2009 e 2014/2015, esteve sempre em primeiro lugar». Segundo o conselheiro, esta “descida” de posição prende-se com o fato da crise que existiu em Portugal e pelo “aparente” conflito de Moçambique com o FMI, o que criou um ambiente em que o investimento estrangeiro reduziu.

Florêncio Papelo enalteceu que «Portugal já está lá, mas queremos mais. Neste momento o governo defendeu quatro áreas prioritárias: Agricultura, Energia (sobretudo renováveis), Turismo (o potencial é muito grande, temos ilhas virgens muito bonitas e bem localizadas, e aproveitadas podem alavancar a economia), e Infraestruturas (na área da cabotagem).

O embaixador da Guiné-Bissau, Helder Vaz Lopes, evidenciou que «hoje a Guiné-Bissau não é a referência que deve ser tida pelas empresas portuguesas, pela memória presente da guerra que terminou em 99, mas que ainda cria uma imagem de insegurança. A Guiné-Bissau pode ser uma plataforma logística interessante, sobretudo na procura de bens, que pode ser uma boa oportunidade para as PME portuguesas».

«Há um imenso potencial na Agricultura e desenvolvimento rural. Somos o quarto maior exportador mundial de caju – porque não trabalhar conjuntamente para a cadeia de transformação ser feita na Guiné? Potenciada, esta cadeia pode ter um valor de alguns biliões de dólares», revelou Helder Vaz Lopes. «No domínio do turismo, temos ilhas por explorar, e o desenvolvimento de pacotes turísticos, que possam englobar alguns trajetos com países africanos, pode ser uma oportunidade».

Carlos Alberto Fonseca, embaixador de Angola, destacou que a economia angolana contou com a participação de muitas empresas portuguesas. «Nesta fase há mais oportunidades para as empresas angolanas e a diversificação da economia. Há um ambiente mais favorável para as empresas se internacionalizarem, num mercado que é promissor e bastante grande».

«Queremos incentivar os investimentos, ao nível das infraestruturas, aumentar o processo de energia, tornando-a mais barata; o desenvolvimento do caminho de ferro de Benguela que liga a República Democrática do Congo e também vai ligar à Zâmbia; e a construção de um novo

aeroporto de Luanda, tendo em conta as novas necessidades decorrentes do aumento de fluxo de ligações aéreas para Angola», referiu o embaixador.

Autor: Midlandcom, Consultores de Comunicação, Lda.
Fotografias: Joaquim Morgado, Color Shop

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