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A falta de networking entre empresas dificulta a internacionalização das PME

Estudar o mercado e ter parceiros locais são estratégias para internacionalizar

«É o défice de networking entre as empresas portuguesas, e a concorrência que existe entre as empresas portuguesas lá fora, que não funcionam bem», revelou Pedro Pereira, administrador da TPF, num dos painéis dos Open Days PME Connect, que termina hoje, dia 22, no auditório da Casa da América Latina e UCCLA. O empresário revelou que «é importante estudar o mercado e a sua dimensão, e encontrar parceiros locais, que nos dão acesso a um mercado. É preciso investir, estar presente no mercado e estar preparado para as dificuldades, mas para isso temos de ter uma presença doméstica sólida».

A fundadora da Allby, Helena Rodrigues, identificou a resiliência, a persistência e a observação como alguns dos fatores de sucesso para a internacionalização. «Aprendemos também que devemos ter dentro da empresa mais competência, e para isso procuramos pessoas com competências, com know how para dar resposta aos desafios».

Pedro Matos Pinho, administrador da Tecnoplano, defendeu que antes da internacionalização, deve fazer-se primeiro uma viagem informal, conhecer o país, falar com as pessoas. «Depois de uma triagem informal, podemos falar com as câmaras de comércio, e só depois podemos planear uma estratégia».

O diretor internacional da Vila Plano, David Sousa, falou do processo difícil que foi a internacionalização «que nos deu muito a aprender, ajudou-nos a ser bons no que fazemos. É preciso ter alguma paciência, ser resiliente e paciente. Defendo que devemos fazer o processo de “mochila nas costas”, para descobrimos nós o “ABC” do mercado, porque as realidades são todas diferentes».

Uma das conclusões apontadas neste painel foi a necessidade de melhoria da diplomacia económica, em que as instituições públicas deviam ajudar mais nas burocracias, no apuramento de mais informações económicas nos vários mercados-alvo de internacionalização.

Bernardo Ivo Cruz, administrador da SOFID, fez uma breve apresentação deste banco de desenvolvimento português regulado pelo Banco de Portugal. A SOFID tem projetos em mais de 10 países, e já impactou na sua atuação mais de 10 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Pedro Janeiro, economista, afirmou que «Portugal é hoje um país com baixo rendimento. Temos que valorizar as nossas empresas, que são feitas de pessoas, que têm ambições e lutam por mais negócios». «Temos de trabalhar a diplomacia, colocar as instituições públicas ao serviço das empresas. Trata-se do futuro do nosso país, porque quando estamos lá fora, somo portugueses, vindos de Portugal, com capacidade e fazer negócios e de trabalhar», destacou.

Pedro Janeiro deu o exemplo do trajeto que a China tem realizado, e advertiu que «temos de conhecer o que se passa no mundo, o que são tendências e tecnologias, para depois saber o que queremos, e o que fazer enquanto nação». E rematou a sua intervenção com algumas mensagens-chave para os empresários: trabalhar a nossa capacitação e preparação, ter mais ambição, saber fazer melhor, e trabalhar com os melhores.

Autor: Midlandcom, Consultores de Comunicação, Lda.
Fotografias: Joaquim Morgado, Color Shop

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