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As redes e parcerias e o acesso ao capital são cruciais para internacionalizar

Empresários portugueses partilham experiências nos Open Days PME Connect

As empresas portuguesas do setor da Defesa envolvidas no projeto PME Connect partilharam hoje, durante os Open Days, a importância de estar em rede e o acesso ao capital financeiro como fatores-chave para abrir portas à internacionalização. No evento, que termina hoje, dia 22, no Auditório da Casa da América Latina e da UCCLA, Paulo Caldas, da AIP, moderou um painel que juntou empresários das empresas Singularity Digital Enterprise, da Optimal Defense e da CASR.

Hugo Cartaxeiro, da Singularity Digital Enterprise, destacou que as PME não devem perder de vista as oportunidades de trabalhar em mercados internacionais. No caso desta empresa, que tem um parceiro de negócio inglês, o empresário enalteceu que «a participação em várias redes de investimento nos abriu a porta a um conjunto de parceiros. Há cerca de um ano e meio identificámos uma oportunidade para podermos estar em rede, onde exportamos serviços a terceiros, numa lógica de cá para lá, mas também de cá para lá. As redes são críticas para o sucesso, por isso as iniciativas que nos ajudem a promover como empresa são de louvar».

Filipe Duarte, da Optimal Defense, salientou outro fator fulcral para a expansão internacional: o acesso ao capital financeiro. «Às vezes, as barreiras à internacionalização não são só técnicas, mas também estão relacionadas com as nossas instituições bancárias e todo o nosso ecossistema, que devem estar preparados para o processo de levar o negócio para fora do País».

Hugo Cartaxeiro também identificou essa dificuldade: «O acesso a capital também é necessário para fazer face aos compromissos que a empresa assume, ou para alguma adversidade que aconteça. É importante que a economia tenha mais capital disponível, o que faz com que as empresas também tenham menos problemas de tesouraria».

Por outro lado, Francisco Machado, CEO da CASR, afirmou que «sermos portugueses também é um fator de sucesso, uma porta de entrada. Hoje em dia, ser português é uma vantagem competitiva de internacionalização». Este empresário falou ainda sobre a retenção de talento, «que é fulcral para uma empresa pequena, porque sempre que um quadro sai, sai muito conhecimento da empresa». Hugo Cartaxeiro reforçou o desafio de captar recursos humanos, que venham de outras geografias: «Ainda enfrentamos todas as burocracias de termos esses profissionais legais cá, com autorização de residência e visto de trabalho».

Em jeito de conclusão, Filipe Duarte alertou para outra dificuldade. «As PME não estão capacitadas para se candidatarem aos concursos dos 2020, porque ainda temos problemas de dimensão, de currículo. Começam sim por ter uma pequena tarefa para entrar num projeto nos projetos ou trabalhos com consórcios, instituições, associações».

Autor: Midlandcom, Consultores de Comunicação, Lda.
Fotografias: Joaquim Morgado, Color Shop

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